Em busca do resgate e da história

Quem somos?  De onde viemos? Qual é a nossa história? De que forma ela foi construída até hoje? O que estamos fazendo para contá-la a nossos descendentes? Nossos jovens desta geração conhecem esta história?

Estas são questões que precisam necessariamente serem abordadas com frequência entre nós, cidadãos de Pinheiro Machado, outrora Cacimbinhas, com a relevância que se faz imperiosa e urgente, afinal um povo que não tem história ou não sabe contar a sua história, está fadado a ser chamado de povo com amnésia no dizer do pensador Francisco Carlos.

Para que conheçamos nossas origens, será preciso que criemos uma identidade, será preciso compreender os fatos da nossa atualidade, traçando projetos para um futuro melhor, futuro este, que diz respeito ao passado da nossa terra cuja história precisa ser difundida e expandida com clareza às atuais gerações.

Aprender a história de nossos antepassados, certamente nos ajudará a compreender os desafios enfrentados por aqueles, e pode nos inspirar a que possamos entender e explicar as atitudes daquelas pessoas, muito embora saibamos dos riscos inerentes a quem se propõe interpretar os motivos pelos quais ocorreram determinados fatos, já que existem certos momentos em que o historiador é levado a usar de sua intuição mais pura na busca do entendimento daquilo que ocorreu a um século atrás, ou mais tempo ainda.

Mas a importância do relato dessa história é fundamental, tanto para a vida individual, quanto para a vida social. Para quem está disposto a contá-la não deixa jamais de ser um grande aprendizado. Para quem a escuta, compreende e interage, ela produz um resultado extraordinário e motivador, abre caminhos para o questionamento, impõe discussões imprescindíveis, faz nascer novos interesses, nos obriga a refletir e pensar como se pudéssemos voltar no tempo para vivenciar essa rica história.

(…) entender os motivos que levaram a trocar nome da cidade de Cacimbinhas por Pinheiro Machado, são, todos eles, aspectos que merecem relevância e que ganham sentido para um correto entendimento da nossa história.

Entender a razão do nome Cacimbinhas, a lenda ou realidade da perda e recuperação da visão por Dutra de Andrade, entender os motivos que levaram a trocar o nome da cidade de Cacimbinhas por Pinheiro Machado, são, todos eles, aspectos que merecem relevância e que ganham sentido para um correto entendimento da nossa história.

Foi exatamente neste contexto que surgiu um ano atrás o Grupo de Estudos Históricos Odil Peraça Dutra, Pró-Memória de Cacimbinhas, grupo este, composto por pessoas da comunidade extremamente interessadas em buscar o resgate da nossa história como componente da cultura local, o resgate de todo e qualquer acervo que seja importante para preservar, e através dessa preservação, poder expor e mostrar à sociedade, de modo especial, aos nossos jovens, a comprovação dos fatos, e para tanto, será de fundamental importância, dispor de um espaço físico que possa abrigar esse acervo de modo permanente, com os cuidados que merece.

Surge assim, em consequência, a extrema necessidade de que o grupo tenha apoio das autoridades constituídas, poderes Executivo e Legislativo, que podem ser parceiros do grupo nessa luta que é gloriosa e acima de tudo, muito justa para os interesses da nossa comunidade.

“Conhecimento é uma das raras coisas que você não perde quando dá a outra pessoa. Você sempre aprende algo quando está ensinando.”

JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

 

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