PRIVATIZAÇÃO

Equatorial assume serviços da CEEE-D e promete investimentos

Após a Equatorial Energia assumir o controle da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), o grupo anunciou um plano estruturado de 100 dias visando melhoria no serviço, atuando em todas as áreas, além de reestruturação interna. Foi anunciado ainda investimentos em três novas subestações, novas linhas, alimentadores, construção de 208 km de rede de distribuição, entre outras coisas.

Está prevista a construção de três novas subestações: Zona norte de Porto Alegre (R$ 18,8 milhões em investimentos – 120 mil pessoas); Santa Vitória do Palmar (R$ 8,5 milhões em investimentos – 36 mil pessoas) e Cerro Grande do Sul (em estudo técnico), além da ampliação das já existentes, incluindo as subestações de Osório, Guaíba, Santo Antonio da Patrulha e Porto Alegre 7.

Hoje a CEEE-D opera em 72 municípios da Grande Porto Alegre e das regiões Sul, Campanha e Litoral e é a última colocada na qualidade de fornecimento, segundo o ranking da Aneel. O desafio é melhorar o atendimento dentro da área de concessão. Com essa passagem de bastão, a Equatorial passa a atender 1,6 milhão de clientes a mais em suas áreas de atuação.

“Temos que trabalhar na melhoria do fornecimento, no atendimento ao consumidor e investir em regiões críticas de fornecimento de energia em que precisamos atuar”, disse o novo presidente da CEEE-D, Maurício Velloso.

A Equatorial não divulgou o total de investimentos nem o prazo em que serão aplicados, mas disse que o foco será em novas subestações e ampliação das existentes e automação da rede. Por enquanto, o grupo está focado nos atuais desafios da CEEE-D, por isso não fez propostas para o leilão da CEEE-T que acontecerá na próxima sexta-feira, 16 de julho.

Em relação às questões trabalhistas da companhia, a empresa vai aguardar o posicionamento da Justiça para decidir quais medidas tomar. “Esse é um dos maiores passivos da companhia. Vamos aguardar o posicionamento final do poder judiciário para dar prosseguimento ao assunto”, disse diretor jurídico, José Sobral.

* Com informações do Canal Energia

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