ARTE NA CUIA

Fisioterapeuta de Hulha Negra viu no chimarrão decorado um momento para relaxar e transmitir alegria

A prática também tem chamado a atenção de pacientes e amigos

Ludimila com uma pequena parte de seus enfeites de chimarrão Foto: Divulgação TP

Bonecas, flores, árvores, brinquedos. Azul, rosa, vermelho, laranja. A escolha de personagens e cores tem feito parte da rotina diária da moradora de Hulha Negra Ludimila Antunes, a Ludi. Isso porque, há alguns meses ela virou uma colecionadora de enfeites personalizados para colocar na cuia e passou a adotar a prática do chimarrão decorado.

Ludimila, que é fisioterapeuta concursada do município há mais de 23 anos, em entrevista ao TP, contou que o gosto pelo chimarrão decorado começou há pouco mais de dois anos e foi intensificado em 2025. “Um amiga me deu uma florzinha para decorar o meu chimarrão, e a partir daí comecei a gostar. Antes eu tomava chimarrão em cuia de porongo simples, agora uso cuias de madeira de imbuia, coloridas. Só que no início deste ano eu comecei a procurar na internet outros tipos de decoração e encontrei a loja Lulu Mimus, de Francisco Beltrão, no Paraná, especializada em artigos para chimarrão. Acompanho as publicações e participo do grupo da loja, elas postam, a gente faz as escolhas e depois é enviado em uma caixa, muito bem embalado, tudo em perfeito estado. Agora me considero uma colecionadora de enfeites e cuias”, contou Ludimila.

 

 

 

DECORAÇÃO COMO PASSATEMPO

Decoração em homenagem ao dia do Fisioterapeuta

Para montar um chimarrão decorado são necessários alguns minutos diários, bem além do que a preparação normal de um chimarrão tradicional aqui do Rio Grande do Sul. Questionada sobre o que essa prática representa, a profissional diz que se tornou um momento especial e único. “O chimarrão decorado se tornou um passatempo, é algo que me faz bem, pois é um tempo que eu tiro para mim, é um momento de relaxamento na verdade”, contou.

ESCOLHA DOS TEMAS

Segundo mostrado por Ludimila, há uma infinidade de decorações disponíveis e sua coleção já ultrapassa 500 itens armazenados em um armário comprado especialmente para guardar a coleção, entre os artigos maiores e mais elaborados, aos pequenos que normalmente servem como complemento da decoração principal. Ainda integram a coleção 25 cuias e térmicas. Ela diz que a decoração depende do dia, que após escolher o tema, escolhe os enfeites e uma cuia que combine, além do estêncil e do pó colorido para fazer a marcação, que é aquele desenho que fica em cima da erva, e só por último coloca os enfeites.

“Agora, por exemplo, desde o dia 1º de outubro, eu estou fazendo com temas infantis, do Walt Disney, meninas com sorvete, parque de diversão, tudo relacionado à criança. No dia de hoje, 13 de outubro, em especial, eu abri um parêntese, eu não fiz um tema decorado relacionado à criança. Por ser hoje o dia do fisioterapeuta, que é a minha profissão, então eu fiz relacionado a isso, mas o mês de outubro está sendo todo das crianças. No inverno a gente usa os temas mais invernais, boneco de neve, as meninas com roupa de inverno, floco de neve, pingüim. Dezembro, por exemplo, é quase só Natal. Na Páscoa também se faz sobre Páscoa e assim vou escolhendo, mas também faço temas aleatórios. Minha decoração preferida, por enquanto, está sendo o circo, o parque de diversão e os enfeites da Semana Farroupilha. Eu gostei bastante das meninas de vestido de prenda”.

ATRAÇÃO PARA OS PACIENTES

Ludimila contou ao jornal que seu chimarrão decorado já está virando atração entre as pessoas que ela convive, inclusive entre os pacientes atendidos por ela, se tornando um momento de alegria para esquecer os problemas e enfermidades. “Eu chego no serviço e já faço o meu chimarrão decorado. Tenho pacientes que já entram na sala querendo olhar a decoração do meu chimarrão e é bem satisfatório porque eles chegam, olham, perguntam; a maioria diz que nunca tinha visto algo assim. Já teve pacientes que pediram para eu indicar lojas para eles comprarem, principalmente as crianças que vão às vezes junto com os pais, que ficam encantados, maravilhados. É um momento de relaxamento, de alegria, pois na nossa região esse chimarrão com bastante decoração não é comum, até mesmo pela tradição gaúcha, ao contrário de Santa Catarina e Paraná.  Eu fico feliz em poder proporcionar esses momentos alegres, contentes”, relatou Ludimila, contando ainda sobre uma menina de 10 anos, filha de uma paciente que fica encantada. “Ela adora o meu chimarrão e pediu para que todos os dias eu envie para ela uma foto, e assim eu faço, o que também me deixa bastante feliz”.

 

 

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