CONTRA BARBARIEM

Operação policial que investigava crimes de violência praticados contra crianças e animais repercute na Câmara de Candiota

Na tribuna, vereadores e vereadoras mostraram extrema preocupação com a situação que indicou também possíveis casos ocorridos no município

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 12 locais pela polícia Foto: Divulgação PF

A Operação Contra Barbariem, realizada no dia 2 de julho pela Polícia Federal, onde foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé, repercutiu nas falas de vereadores e vereadoras e Candiota nesta semana.
Isso, porque a investigação que apurava a suposta prática de crimes de tortura contra crianças e de maus-tratos a animais teve mandados cumpridos também em Candiota, além das cidades de Bagé e Canoas, na região metropolitana. Na ocasião, conforme a PF, estavam sendo investigados indícios de reiterados episódios de violência física e psicológica praticados contra vítimas em situação de vulnerabilidade, incluindo bebês, crianças e animais domésticos.
PARLAMENTARES
O primeiro a abordar o tema foi o vereador petista Axel Costa, que afirmou que há um problema mais profundo que os rotineiros de infraestrutura – o adoecimento da sociedade. “É impossível a gente ouvir uma notícia dessas e permanecer indiferente, é um crime contra a criança, que não tem justificativa, e quem agride, tortura e explora uma criança, está destruindo famílias, ferindo toda a sociedade. É inadmissível, que a justiça pegue um celular com mais de cem teras de memória com esse tipo de gravação e ainda coloque em liberdade dois cidadãos com esse tipo de material.”
Na sequência, a vereadora Luana Vais, também do PT, afirmou ser muito difícil quando se é pai ou mãe ler uma notícia desse nível. Ela também manifestou repúdio pelo ocorrido. “A gente tem filho e sabe a dor que é para um pai quando alguém mexe com nossos filhos. Pode ser qualquer coisa, mas a gente não admite, então imagina esse tipo de coisa que está acontecendo. A nossa tristeza, o nosso repúdio, a nossa indignação por muitas vezes serem pessoas que se dizem defensoras da família. Isso é um adoecimento da sociedade. Esperamos que a justiça seja feita, porque essas pessoas não podem ficar impunes, não podemos normalizar, é um compromisso de todos nós proteger a infância, proteger as crianças.”
A vereadora Hulda Alves (MDB) também fez uma abordagem sobre a pauta direcionada ao segmento cristão, tendo em vista que na operação policial foi identificado o envolvimento de um pastor evangélico. “Deus é amor, mas Deus é justiça também. Esses indiciados, inclusive o pastor, serão julgados pela legislação do país e também pela justiça divina. Eu creio nisso, eu torço por isso e eu faço ativismo por isso. Porém, eu gostaria de fazer uma fala em defesa das igrejas cristãs e dos pastores e pastoras, que com idoneidade exercem a missão sacerdotal com zelo, com amor, com seriedade, e compromisso com os homens e com Deus. Precisamos ter sabedoria para identificar o trigo e o joio que como Jesus Cristo mesmo disse, eles crescem juntos.”
Por fim, também se posicionou sobre o tema o vereador Adriano Revelante (MDB), que apesar de afirmar que nada pode ser generalizado, é preciso se preocupar com essa doença da sociedade. “Tivemos pessoas aqui em Candiota envolvidas nesse problema gravíssimo, mas eu tenho certeza que isso não representa a maioria da comunidade evangélica e a vereadora Hulda esclareceu para nós tudo isso. É lamentável a gente receber notícias deste tipo e saber que pessoas que convivem aqui com nós, dentro do nosso meio, estão envolvidas nesse tipo de situação.”
JÁ PÚBLICADA NO IMPRESSO

Comentários do Facebook