O programa ‘Caminhos da Produção’, previsto numa lei municipal aprovada há cerca de 10 anos, foi retomado após ficar sem ação desde 2016. A finalização da primeira edição, após seu retorno, ocorreu na propriedade da agricultora Déia Alves Branco, na última sexta-feira (15). A iniciativa beneficiou 68 agricultores com um total de 300 cargas de terra e 100 limpezas de açudes.
Conforme nota emitida pela Prefeitura, “a ação do governo municipal demonstra o cuidado com os produtores, que, em sua maioria, enfrentavam dificuldades para transportar a produção de leite até a porteira, permitindo que o caminhão coletor levasse o produto ao resfriador”.
De acordo com a secretária de Agropecuária, Marciane Fischer, o trabalho continua e a expectativa é que na próxima etapa o programa seja ampliado. “Ainda para esse ano, queremos continuar com a parceria com a Câmara para que mais 70 agricultores sejam beneficiados com o programa”, reforça.
A agricultora Déia Alves Branco, disse que sem o retorno do programa a produção de leite seria perdida prejudicando a sua família. “Faz 20 anos que eu moro aqui, e, quando chovia, eu tinha dificuldade de entregar o leite. Eu perdi muito leite antigamente, mas agora, com esse projeto, isso não vai mais acontecer”, comemora.
Na ocasião, se fizeram presentes, o vice-prefeito André Araújo, o Bexiga (PSB) e a secretária de Agropecuária, além dos vereadores Diego Rodrigues (PP), Luís Gustavo Nunes (PP), Jorge Coelho, o Coruja (PDT), Volnei Manfron (PT) e a ex-vereadora Tanira Martins.
CAMINHOS DA PRODUÇÃO
Criado em 2015, no governo do então prefeito Erone Londeiro (já falecido), o programa está contido na lei municipal 1.491, de 9 de abril de 2015. O ‘Caminhos da Produção’ é uma ação em parceria da Prefeitura com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (Comder) – órgão responsável por organizar e definir as prioridades dos trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar.
Os serviços ofertados inicialmente nesta primeira edição do programa, incluíram cargas de terra e limpeza de açudes, sendo que o produtor pagou apenas 30% do valor, enquanto os outros 70% foram custeados pela Prefeitura e pela Câmara, que destinou parte da verba de bancada para subsidiar a atividade.
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