Esta semana, os profissionais do jornal Tribuna do Pampa tiveram que lidar com uma situação delicada, mas ao mesmo tempo inusitada. Quem trabalha com informação sabe que é um mantra a checagem exaustiva, principalmente de algo sensível.
O TP, como não poderia deixar de ser, foi o primeiro veículo de comunicação a divulgar o tiroteio ocorrido na praça central de Candiota na noite do último sábado (28). Aliás, as pessoas que estavam no local ficaram em pânico com o ocorrido. E não eram poucas as pessoas que ali estavam, pois nos fins de semana a comunidade de uma maneira geral aporta nessas imediações, sendo um ponto de encontro candiotense.
O episódio, que ainda precisa de esclarecimentos e elucidação, resultou em três pessoas feridas por arma de fogo em pleno centro de Candiota. Uma das vítimas, um homem de 44 anos, que por sinal é muito querido e conhecido na cidade, sofreu um tiro na cabeça, ficando desde então numa condição gravíssima. Ele foi levado, depois da devida estabilização no Pronto Atendimento 24h de Candiota, para a Santa Casa de Bagé, sendo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde então.
Já nos primeiros minutos do ocorrido, o jornal vinha monitorando toda a situação. Sabíamos, por outras fontes, de que o paciente seguia internado (sempre nesta condição de extrema gravidade). Na noite de domingo (1º) e também na segunda-feira (2), informações começaram a circular nas redes sociais dando conta de um possível falecimento da vítima.
Esse paradoxo das redes sociais serve de alerta para as pessoas se atentaram sobre o jornalismo profissional. Como sempre repetimos internamente, com informação não se brinca, ainda mais numa situação dessas.
Já sabendo que a informação não procedia, o TP conversou na noite de segunda-feira (2), com a Assessoria de Comunicação da Santa Casa, que relatou que a divulgação dessas informações segue protocolos rígidos e que poderia nos atender somente no outro dia. No final da manhã de terça-feira (3), o jornal recebeu uma nota chancelada pela diretoria e a chefia médica da instituição, dando conta da situação que o paciente seguia internado na UTI em condições de gravidade e desfavoráveis. Infelizmente, o Eliseu Silva, de 44 anos, conhecido nosso aqui do jornal e da maioria da comunidade, na madrugada desta quinta-feira (5) veio a falecer.
O TP existe há quase 15 anos (completa agora em abril deste ano), que se somados ao saudoso A 1ª FOLHA, lá se vão mais de 30 anos de trajetória no jornalismo profissional. Todos que atuam no jornal são pessoas respeitadas e que fazem do jornalismo um sacerdócio. Há muita responsabilidade em tudo que fizemos e que não poderia ser diferente.
A checagem exaustiva de informações é nosso cotidiano. Não somos imunes a erros, porém tomamos todas as providências e cuidados possíveis em nosso ofício diário de levar informação às comunidades por nós abrangidas.
Quando publicamos no dia 3 a notícia de que o Eliseu seguia internado na UTI em Bagé, sofremos alguns ataques nas redes sociais. Não tiramos as razões para as pessoas terem ficado confusas. Contudo, nossa credibilidade ficou, por um raro momento em jogo, mas a sua construção vem de muito longe e tem solidez.
Esse paradoxo das redes sociais serve de alerta para as pessoas se atentaram sobre o jornalismo profissional. Como sempre repetimos internamente, com informação não se brinca, ainda mais numa situação dessas.
Reafirmamos nosso compromisso com a verdade e esse é nosso dever. O Tribuna do Pampa é, indubitavelmente, uma fonte altamente confiável de informação.
Por fim, aproveitamos este editorial para também, por este episódio, deixar a nossa solidariedade, os nossos sinceros sentimentos e força à família, que vive esses momentos tão difíceis e delicados, tendo que ainda lidar com desinformação.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

