EMANCIPAÇÃO

Vereadores de Candiota refletem sobre os 34 anos da cidade em sessão pós-aniversário

Depois de duas semanas sem sessão ordinária, justamente porque a segunda (23) antecedeu o aniversário de 34 anos de Candiota, os vereadores fizeram uma avaliação sobre o município e esse tempo.
LUANA

Vereadora Luana destacou ser preciso avançar Foto: Reprodução TP

A primeira a se manifestar foi a vereadora Luana Vais (PT), assinalando que se tem muitas coisas para comemorar. Porém, refletiu que também é preciso avançar, afirmando que há coisas inadmissíveis, por toda a conjuntura política e econômica local. “A nossa cidade é a terceira em renda per capita do RS, rica em arrecadação, mais de 50 anos de indústria, de usina, através do carvão. E nós temos problemas históricos no município e ainda estamos diante de um grande desafio, que é a transição energética, porque se conseguiu mais 15 anos de contrato,  mas precisamos dar uma resposta, ter um rumo econômico para o município, de um novo uso do carvão, sustentável e de outras matrizes produtivas”, afirma.
Luana ainda lembra a precariedade do abastecimento de água e muitas localidades com esgoto a céu aberto, o que é também questão de saúde pública. “Temos problemas com moradia, com regularização fundiária, com a organização e a estética urbana da cidade. Foram espalhados terrenos por tudo que é lugar, sem um planejamento, sem um direcionamento. E como tu organiza uma cidade para receber o turismo, que é um potencial que a gente tem? Então são coisas temos que encarar enquanto gestão”, disse.
Ela destacou por fim, que o governo federal, além de garantir a prorrogação do contrato da Usina, tem investido pesado no município, como nas estradas dos assentamentos, por meio do Incra; o trevo na Vila Operária; os ônibus para o transporte escolar; a nova (em construção) Unidade Básica de Saúde (UBS) na sede do município, entre outros. “Não podemos chegar daqui a 15 anos e os nossos filhos ou os colegas que estarão aqui, estarem lá no governo mendigando mais 15 anos. Nós precisamos ter autonomia econômica e isso passa por uma gestão comprometida. Estamos virando a cidade do ‘tinha’: tinha Canto Moleque, tinha o melhor campeonato da região de futsal, tinha Festa do Colono e outros vários eventos. Por isso chamo a reflexão”, pondera.
GILDO
O vereador e presidente da Câmara, Gildo Feijó (MDB), disse ter orgulho de ser filho da terra. Ele pontuou que na entrevista ao TP disse que Candiota avançou e muito nesses 34 anos, mas que foi criticado por alguns. “Quem acha que não, é porque não conheceu Candiota, não morava aqui, chegou por aqui depois. Porque quem nasceu e se criou aqui, sabe o que estou dizendo. Até uma cerca de arame dividia as localidades. Água era de caminhão-pipa e tínhamos que ir buscar longe de balde. Olha o quanto evoluiu. Se as pessoas querem criticar gestões, tranquilo, é direito de cada um achar que o prefeito está gerindo mal, é um direito de cada um, e às vezes até está. Agora criticar a nossa cidade, criticar Candiota que nos abraça, não posso concordar. E quem não conheceu Candiota, quando ainda pertencia a Bagé, que uma patrola se passasse nas ruas, as crianças eram capaz de se socar no mato porque não sabia o que era. Então evoluiu sim, evoluiu e muito a minha Candiota. Mas é lógico que tem muita coisa para ser feita, nós temos e é esse nosso dever enquanto homens e mulheres públicos, continuar lutando para que cada vez seja melhor. Nós precisamos sim, e é do nosso feitio, da nossa índole, do ser humano, querer cada vez estar melhor.
Uma saúde melhor, uma água melhor, uma rua calçada, é lógico. E é pra isso que a população nos paga e exige de nós para continuar trabalhando. E eu digo, desde a administração do Odilo (Dal Molin – primeiro prefeito), quando Candiota não tinha nem uma caneta, imagine o quanto evoluiu. Se alguém falar que poderia estar melhor, de repente poderia. As gestões poderiam ter sido melhores? Poderiam, mas o que nós temos hoje é uma evolução sim. Eu fico triste quando as pessoas criticam a nossa cidade, ela não merece ser criticada, querem criticar os vereadores, a administração pública, tudo bem. Em todos lugares que eu vou, eu defendo a nossa cidade, e acho que todos deveriam também”, afirmou.
HULDA
A vereadora e líder do governo na Câmara, Hulda Alves (MDB), disse ser um privilégio raro que ela tem em dizer todos os anos que Candiota lhe viu nascer e que ela viu o município nascer. “Fiz parte da primeira equipe quando nós trabalhamos na Prefeitura. Nós usávamos máquinas de datilografia emprestadas pela escola Dario Lassance. E foi ali, passo a passo que nossa jovem cidade se tornou essa gigante, invejada por muita gente. Evoluímos muito, temos ensino médio – a gente estudou tendo que ir para Bagé, eu e toda minha geração. Então parabéns a Candiota e que orgulho eu tenho de também fazer parte desse espaço importante de decisões”, analisou.
LÉO
O vereador Léo Lopes (PSDB), ao iniciar sua fala, disse se arrepiar, porque iria falar de Candiota. “É algo que me toca muito. No aniversário do nosso município, de fato temos muito a comemorar. Por óbvio, ainda temos muito a avançar, questões que precisam ser resolvidas. Mas é preciso que em momentos como esse a gente olhe com os bons olhos e olhe o copo meio cheio e não o copo meio vazio”, comparou.
PAULINHO
O vereador Paulinho Brum (PSDB), disse que são 34 anos de progresso e o vereador Gildo havia sido muito feliz em suas palavras, quando reportou quanto o município evoluiu. “Claro que se precisa alguns pontos específicos melhorar, mas também isso acontece nos demais municípios, ou seja, uma coisas evoluem mais que outras. Mas o município de Candiota, comparado ao distrito que era de Bagé, evoluiu muito e todos os administradores contribuíram para isso de alguma forma”, concluiu.
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