A Independência do Brasil foi o processo histórico de separação entre o então Reino do Brasil e o Reino de Portugal e Algarves, que ocorreu no período de 1821 a 1825. O processo, embora aparentemente pacífico, não foi tranquilo, havendo considerável oposição de ideias entre aqueles que apoiavam a separação e aqueles que desejam manter o status quo. Oficialmente, a data comemorativa da Independência do Brasil é de 7 de setembro de 1822, data na qual teria ocorrido o famoso Grito do Ipiranga, às margens de um riacho na cidade de São Paulo. Porém, Pedro de Alcântara, então príncipe regente, seria aclamado Imperador do Brasil apenas em 12 de outubro de 1822, sendo coroado efetivamente em 1º de dezembro do mesmo ano, tornando-se, então, Dom Pedro I.
A Independência foi um processo, eis a verdade, iniciada com a expulsão dos portugueses de Pernambuco, a idos de 1821 – o advento do Exército brasileiro remonta a esse acontecimento, de igual maneira. Já em 1822 tivemos o célebre Dia do Fico, ocasião na qual Pedro de Alcântara declarou: “Como é para o bem de todos e para a felicidade geral da nação, estou pronto: Diga ao povo que eu vou ficar”. Houve, também, a expulsão do comandante geral português e dos seus soldados. A nomeação de José Bonifácio como ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros. E as pressões dos liberais para que fosse dada uma Constituição ao Brasil, algo anuído por Pedro I a 3 de junho de 1822, com a convocação realizada para a eleição dos deputados que se reuniriam na Assembleia Constituinte/Assembleia Geral Legislativa do Brasil.
O Imperador, ainda príncipe, partiria em agosto para São Paulo destinado a assegurar a lealdade dos locais à causa da Nação que se avizinhava. Permaneceria lá até 14 de setembro. Na data de 7 de setembro, depois de receber algumas cartas de Bonifácio e Leopoldina, Pedro e seus companheiros espalharam a notícia da independência do Brasil do domínio português. No mesmo dia se deu, como dito, o famoso grito – “Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. De hoje em diante, nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!Tirem suas braçadeiras, soldados! Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil.Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade.Brasileiros, a nossa divisa, de hoje em diante, será: Independência ou morte!”. A separação oficial de Portugal só ocorreria em 22 de setembro de 1822.
Várias datas importantes foram citadas até agora: os acontecimentos de 1821, 9 de janeiro de 1822 (Dia do Fico), 3 de junho de 1822 (decreto de convocação), 7 de setembro, 14 de setembro, 22 de setembro, 12 de outubro, 1º de dezembro, todas do mesmo ano. Por que, então, o 7 de setembro ficou consagrado como a data comemorativa da Independência?
A resposta é mais recente: a oficialização da data como celebração nacional só ocorreu no século 20, quando, em 1934, o governo Getúlio Vargas declarou a data como “Dia da Pátria”. Em 1949 a data se tornaria feriado nacional. E, em 1969, foi estabelecido um protocolo para as comemorações do Dia da Independência, algo que prossegue até hoje.
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