
Na semana passada escrevi um artigo onde a Inteligência Artificial ChatGPT respondia a pergunta: Como fazer quem não tem vergonha passar a ter vergonha? A inteligência artificial começou respondendo que “A questão talvez não seja ensinar vergonha. Vergonha, isoladamente, costuma gerar conformismo, ressentimento ou fuga. O desafio é desenvolver senso de responsabilidade coletiva, orgulho cívico e inconformismo com a mediocridade (o negrito foi colocado pelo ChatGPT).
O tema principal é educação e a posição nem um pouco honrosa que se encontram nossos municípios e escolas nos indicadores regionais, estaduais e nacionais.
…a mudança deixa de ser um problema “dos outros” e passa a ser responsabilidade compartilhada.
Segundo o ChatGPT, funciona melhor é fazer as pessoas compreenderem três coisas:
1. Mostrar a realidade sem maquiagem.
2. Conectar educação com consequências reais.
3. Construir orgulho local baseado em superação.
O item 1 acima foi abordado semana passada. Continuamos com o ChatGPT ensinando: 2. Conectar educação com consequências reais.
Muitos jovens não enxergam a relação entre estudo e desenvolvimento. É importante mostrar que municípios com melhores indicadores educacionais tendem a apresentar:
* maiores salários;
* mais empresas;
* menor violência;
* melhores serviços públicos;
* maior expectativa de vida.
A educação deixa de ser apenas “tirar nota” e passa a ser vista como ferramenta de transformação social.
3. Construir orgulho local baseado em superação.
Dizer: “Nossa cidade está mal colocada” tem impacto limitado. Mas dizer: “Estamos em uma posição ruim e temos responsabilidade de mudar isso” é diferente.
O foco passa da humilhação para a mobilização.
Para estudantes, especialmente adolescentes, eu trabalharia muito a ideia da cidadania ativa. Você provavelmente percebe que um cidadão não é apenas alguém que vota.
Ele deve perguntar:
* Por que estamos nessa situação?
* Como os recursos da educação estão sendo utilizados?
* O que faz uma escola ter bons resultados?
* O que podemos cobrar dos gestores públicos?
Essa abordagem é muito mais poderosa do que tentar despertar vergonha. A vergonha paralisa. A consciência crítica e o senso de pertencimento mobilizam.
Talvez a pergunta mais transformadora para um aluno seja: “Daqui a 20 anos, você quer que seus filhos estudem em uma cidade conhecida por estar entre as piores do país ou em uma cidade que decidiu mudar sua própria história?”
Quando a pessoa passa a enxergar que ela faz parte dessa história, a mudança deixa de ser um problema ‘dos outros’ e passa a ser responsabilidade compartilhada.
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