A inteligência é um termo que vem sendo usado quando falamos de segurança pública. Tudo que até hoje não foi resolvido, os que não resolveram dizem que agora vai com inteligência.
Com inteligência se mata menos para prender mais os que se desviam dos caminhos corretos de acordo com nossas leis. Porém, será que inteligência serve só para isso?
Vamos por partes. Se eu fosse inteligente para ganhar muito dinheiro certamente estaria muito rico. Como não fui, não fiquei.
A primeira coisa útil é fazer de nós mesmos uma avaliação correta. Eu costumo dizer, a meu respeito: – Tão inteligente para umas coisas, tão burrinho para outras.
Com a sociedade é a mesma coisa.
Todas as pessoas que adoram opinar sobre tudo se acham inteligentes.
Há os que acham que o prefeito(a) é incompetente e que os vereadores(as) são burros(as). A primeira questão é analisar: – Por que o que rotula a autoridade não é vereador(a) ou prefeito(a)? Simples: – Não seria eleito porque a sociedade entende que é menos confiável que os eleitos.
Há os que dizem: ‘Não quero me misturar’. Então aceita que dói menos.
Voltamos à inteligência. Na semana passada dei destaque a frase “… insanidade é continuar fazendo as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
Em 1992, quando os municípios de Hulha Negra e Candiota foram emancipados, eu achei que estaríamos muito melhores que estamos. Cometemos muitos erros e ficamos só um pouco melhor que estagnados.
Na média, cuidamos muito mal da educação, começando com as autoridades, onde muitos são péssimos exemplos.
Onde erramos? Cuidamos muito mal da ‘inteligência’ de uma forma coletiva. Educamos pouco e mal.
Em nossa região os que pensam educação são educados de forma altamente discutível e apenas refletem a educação que receberam. Não é de hoje que grandes estudiosos dizem que nascemos gênios, mas somos idiotizados por quem veio antes de nós.
O problema é que eu já tenho quase 70 anos e os que vieram depois de mim receberam as marcas da minha geração. Na média, cuidamos muito mal da educação, começando com as autoridades, onde muitos são péssimos exemplos.
Por outro lado, normalizamos resultados medíocres e achamos que ao continuar fazendo tudo do mesmo jeito vamos ficar melhores. Não vamos. Quando nossos municípios ficam entre os últimos do Estado nos índices municipais de educação, os mesmos municípios, todos, perdem receita de ICMS neste ano que está entrando. Nada mais normal.
Eu não tenho inteligência suficiente para ter as soluções necessárias. Porém, seria interessante um debate regional ou municipal que tratasse do tema ‘inteligência’ ou como usar ‘inteligência’ para melhorar as comunidades e a região. Se você gostaria de ser rico e não está rico, muito inteligente não é para achar soluções que levem a riqueza.
Não há quem tenha excelentes ideias para vários temas. Daí que é importante juntar, debater, pensar, analisar. E trazer pessoas de lugares que mudaram para melhor com iniciativas coletivas que possam motivar e mostrar que grandes resultados se obtêm começando a fazer com excelência, que é uma forma de dizer ‘com inteligência’.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO



