O prisioneiro da vez é Jair Bolsonaro. Recentemente foi Lula, Temer e Collor. Prender presidente no Brasil já está ficando corriqueiro. Porém, parece que passados poucos dias tudo vira normalidade. Quando prenderam Lula, após alguns dias, a normalidade faz quase todos esquecerem que Lula ficou 580 dias preso. Segundo a oposição, ganharia um triplex no Guarujá e um sítio em Atibaia de propina por favores quando presidente. Não levou o triplex, nem o sítio, mas ficou 580 dias preso.
Agora, o plano de um golpe de estado e de matar o presidente, o vice, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi levado adiante porque algumas das autoridades das Forças Armadas impediram. Mas observem, por que prender se o plano não foi concluído? Por óbvio, se levarmos em consideração os motivos que levaram à prisão de Lula.
Porém, se o plano de matar o presidente tivesse acontecido em algum país com judiciário atento e empoderado no mundo, a pena seria de prisão perpétua, no mínimo.
Recentemente, um sujeito deu um tiro no candidato a presidente dos Estados Unidos. Não matou. Mas foi morto 26 segundos após atirar no candidato Trump.
… os filhos do homem complicam a vida dele todo dia.
Escrevi aqui que preferia Bolsonaro preso pelo comportamento negligente e irresponsável no episódio da Covid. Dos 700 mil brasileiros que morreram, pelo menos 200 mil morreram por influência direta do presidente, seja na negligência em providenciar vacinas, seja ao incentivar pessoas a não tomar vacinas, seja ao promover e incentivar aglomerações, seja ao não providenciar infraestrutura adequada, como na falta de oxigênio nos hospitais de Manaus. Se ganhasse um dia de condenação por morte ficaria preso mais de 500 anos, se vivesse para cumprir a pena.
Não observo comoção nacional em relação aos 141 que em setembro continuavam presos e que foram massa de manobra e hoje são tratados pelos ‘companheiros’ como os aloprados de 8 de janeiro de 2023. No máximo querem reduzir as penas. Eu acho que estes já poderiam ser soltos, os que estão a um ou dois anos pelo menos do xilindró.
Há os que querem que Bolsonaro seja visto como um pobre, velho e doente, que no máximo deveria ganhar uma prisão domiciliar. A parte do pobre-velho-doente pode ser verdadeira, mas provavelmente se soltarem ele vai estar em todos os palanques em dias. Só em regime fechado será possível saber o estado de saúde real de Bolsonaro.
O tratamento que o ex-presidente recebe, por pior que seja, não é pior do que ele quando presidente deu aos que morriam de Covid. Bolsonaro debochou dos mortos, não era coveiro, e todos nós vamos morrer um dia.
Enquanto os partidos de direita do Brasil preferem a família apoiando e longe do poder, os filhos do homem complicam a vida dele todo dia. Com uns filhos como os que têm, Bolsonaro não precisa de inimigo.
Enquanto isso, Lula se fez de vítima e quando o Brasil foi agredido pelos Estados Unidos com um tarifaço daqueles, deu uma de Gandhi, optou pela não violência, e quando a economia dos Estados Unidos em crise deixou Trump mais acessível, fez alguns acordos que já resolveram grande parte dos problemas. Trump já entendeu que Lula é um líder de centro e é melhor tratar o Brasil como aliado.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


