O terrorismo

A pauta dos noticiários da semana mais uma vez foram as ameaças feitas contra o povo brasileiro por lideranças americanas chefiadas por Donald Trump. É difícil afirmar que Trump está errado ao classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas por uma razão muito simples, de terrorismo o Trump entende. Que o PCC e o Comando Vermelho têm os seus tribunais do crime é sabido e de conhecimento público no Brasil. Porém, afirmar que os chefes do Comando Vermelho e do PCC já mandaram matar mais gente que o presidente dos Estados Unidos é uma estatística que ainda não me informaram.

Gaza está lá destruída e bombardeada por Israel rotineiramente durante o cessar fogo. O Líbano continua sendo bombardeado rotineiramente por Israel, por ordem de Netanyahu, que não dá a mínima para o presidente dos Estados Unidos, que de vez em quando dá ‘ordens’ para que ele pare imediatamente. Netanyahu sabe quem é que manda. No Irã é os Estados Unidos que lançam umas bombinhas de vez em quando, após muitas que já mandaram.
Barcos bombardeados saindo da Venezuela têm sido uns que outros mais recentemente. Muitos morreram para justificar um tráfico de drogas que interessa a todos os cassinos e as elites americanas (e uns quantos que não são da elite também). Se o povo dos Estados Unidos não é uma droga, também não há povo no mundo que seja formado por adoradores de drogas como lá.

O problema para o Brasil não é a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, é o reflexo em toda a economia brasileira e o prejuízo que isto ocasiona a todo povo brasileiro. Com uma economia decadente e rumo a ser cada vez menos importante no contexto mundial, fato reconhecido pelo presidente dos Estados Unidos, que diz que atua para ‘tornar a América grande novamente’, tornar a economia de muitos países mais frágil faz parte do projeto de terrorismo econômico que Trump implantou desde que assumiu este mandato.

Caberá ao Lula transformar os abacaxis que vem por aí em algo parecido com coisa boa.

Como no Brasil o que não falta é brasileiros riquinhos novos que adoram ter uma casa em Orlando (porque quase todos que andam por lá falam português ou espanhol), sempre há um aloprado para ir aos Estados Unidos conspirar contra o Brasil. Nos últimos dias foi o candidato à presidente Flávio Bolsonaro que foi lá pedir ao presidente dos Estados Unidos algumas maldades para o Brasil. Conseguiu. Conseguiu até umas fotos como ‘papagaio de pirata’ (aqueles que ficam atrás dos famosos para aparecerem na foto) com Trump. Mas foi recebido como um candidato com potencial para disputar a eleição brasileira para presidente.

Caberá ao Lula transformar os abacaxis que vem por aí em algo parecido com coisa boa. Porém, há o desespero de Trump, que tem eleições importantes no final do ano nos Estados Unidos, para conseguir alguma coisa que vá além de seus muitos fracassos, na guerra contra o Irã e na economia entre outros.

Enquanto isso, Maduro está amadurecendo na prisão e os traficantes da Venezuela parecem estar levando vida fácil. A ditadora da Venezuela, que havia sido comprada antes da prisão de Maduro, continua ditadora, sem previsão de deixar de ser ditadora. A redundância não é por acaso. O ditador só não interessa quando não é nosso amigo.

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