TRÊS TOQUES – 22/AGO/2025

GARANHÃO

Vamos falar de garanhão, não dos humanos que estufam o peito quando são tratados como tal, mas do legítimo, o equino macho reprodutor.

Pois é, há muito tempo um garanhão foi patrimônio vivo do município de Candiota. Parece estranho, mas não é. Com o advento dos assentamentos era preciso proporcionar meios para agricultar as terras. Os tratores eram raros e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fazia ouvidos de pescador.

Nasci na roça e os mecanismos de produção eram uma boa junta de bois para lavrar a terra e um cavalo amestrado para fazer a capina. Tratores não havia.

Resolvemos adquirir um garanhão Percheron – animal próprio para serviços pesados e incentivamos os colonos a criar potros para estes trabalhos rurais.

Muitos abraçaram a ideia e fizeram bom proveito nos seus lotes. Animais fortes e próprios para serviços pesados. Também muito baratos, movidos a pasto e água e raramente com um pouco de milho.

Quando perdemos as eleições, os novos gestores que nos sucederam faziam chacotas e trataram de liquidar o projeto com garanhão e tudo. Abandonaram o trator a pasto e a agricultura de baixo custo.

E o garanhão? Virou salame em algum matadouro de fundo de quintal.

A ÉGUA BENDITA

Quando criamos o CRA (Centro de Reabiltação e Apoio) adquirimos com dinheiro público um animal cavalar para que os atendidos pudessem interagir com o animal. É sabido que o equino é dos animais o que mais se presta ao convívio dos autistas. Sentem-se seguros e interagem com bons resultados.

Não lembro mais o nome da égua. Quando saímos do governo, deixamos lá no patrimônio municipal a égua de tal, para tais fins…

Pois também a égua escafedeu-se por encanto. Provavelmente virou salame tal qual o garanhão. Talvez tenha sido sacrificada para que ninguém tivesse a ideia de reabilitar a equoterapia.

AS COISAS…

…estão no mundo, só é preciso aprender a tocar a bandinha do amor pelos portadores de necessidades especiais e dos desvalidos e caídos pela máquina de moer carne humana… (tudo bem).

JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

 

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